Feiras educacionais vêm se tornando espaços estratégicos para apresentar inovações, trocar experiências e discutir os rumos da educação no Brasil e no mundo. Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, alude que eventos como a Bett Brasil funcionam como verdadeiros termômetros das transformações que estão chegando às salas de aula, especialmente nas áreas de tecnologia, inteligência artificial, metodologias ativas e formação docente.
Se você é educador, gestor ou responsável por estudantes, nesta leitura, entenderemos que o que é discutido nesses eventos ajuda a identificar tendências que podem impactar diretamente a qualidade da aprendizagem.
O que são feiras educacionais e por que elas são relevantes?
Feiras educacionais reúnem escolas, universidades, empresas de tecnologia, startups, editoras e especialistas em educação em um mesmo ambiente. Nesses eventos, são apresentados novos produtos, plataformas digitais, metodologias pedagógicas e pesquisas sobre aprendizagem.

A importância dessas feiras está no encontro entre teoria e prática. Professores e gestores têm contato direto com soluções que podem ser aplicadas no cotidiano escolar, enquanto desenvolvedores de tecnologia recebem feedback de quem está em sala de aula.
Sergio Bento de Araujo destaca ainda que esses eventos promovem palestras e painéis com especialistas que discutem temas como inclusão, avaliação, currículo, ensino híbrido e uso responsável de tecnologia, ampliando a visão estratégica de quem participa.
Bett Brasil e o papel da inovação educacional
A Bett Brasil é considerada a maior feira de educação e tecnologia da América Latina e reúne milhares de profissionais todos os anos. O evento aborda desde educação infantil até ensino superior, passando por educação corporativa e formação continuada de professores. Para Sergio Bento de Araujo, a Bett se destaca por apresentar tendências como:
- Uso de inteligência artificial para personalização da aprendizagem;
- Plataformas de ensino híbrido e educação a distância;
- Soluções para gestão escolar e acompanhamento de desempenho;
- Recursos de robótica e programação para educação básica.
Essas tendências refletem um movimento claro de integração entre tecnologia e pedagogia, no qual a inovação precisa estar alinhada a objetivos educacionais bem definidos.
Formação docente como eixo central das transformações
Um ponto recorrente nas feiras educacionais é a discussão sobre a formação de professores. Não basta introduzir novas ferramentas se os educadores não se sentirem preparados para utilizá-las de forma pedagógica e estratégica.
Segundo Sergio Bento de Araujo, a capacitação contínua é o que garante que a tecnologia realmente contribua para a aprendizagem e não se torne apenas um recurso pouco explorado. Em eventos como a Bett, há grande oferta de workshops, trilhas formativas e debates focados em metodologias ativas, avaliação por competências e uso crítico de dados educacionais.
Do evento para a sala de aula: como transformar tendência em prática?
Um dos grandes desafios após participar de feiras educacionais é transformar as ideias em ações concretas. Nem toda novidade apresentada se adapta à realidade de todas as escolas, e é preciso planejamento para implementar mudanças de forma sustentável.
Na visão de Sergio Bento de Araujo, escolas que obtêm melhores resultados são aquelas que:
- Avaliam se a inovação está alinhada ao projeto pedagógico;
- Capacitam professores antes de implementar novas ferramentas;
- Envolvem a comunidade escolar no processo de mudança;
- Monitoram resultados e ajustam estratégias ao longo do tempo.
Dessa forma, as feiras deixam de ser apenas vitrines de tecnologia e passam a ser fontes de inspiração para projetos educacionais consistentes.
Inovação que começa com informação
Feiras educacionais como a Bett Brasil mostram que a educação está em constante transformação e que novas soluções surgem a cada ano para apoiar professores e alunos. No entanto, a verdadeira inovação acontece quando essas tendências são traduzidas em práticas pedagógicas bem planejadas, inclusivas e alinhadas às necessidades reais das escolas.
Conforme resume e considera Sergio Bento de Araujo, acompanhar esses eventos é uma forma de manter a educação conectada com o futuro, sem perder de vista o que realmente importa: o desenvolvimento humano, a aprendizagem de qualidade e a formação de cidadãos preparados para um mundo cada vez mais tecnológico e colaborativo.
Autor: Charles Moore

