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Brasil

Receita Federal vai emitir CNPJ com letras a partir de 31 de julho

3 de julho de 2026
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Mudança busca ampliar combinações disponíveis para novos cadastros, mas empresas já registradas não precisam atualizar seus dados.

Contents
  • O que muda no novo CNPJ
  • Por que a Receita decidiu mudar o modelo
  • O que empresas e contadores devem observar

Um dos números mais usados no dia a dia de qualquer empresário brasileiro está prestes a mudar de formato. A Receita Federal confirmou que passará a emitir o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica combinando letras e números, uma alteração que promete gerar dúvidas entre empresários, contadores e sistemas de gestão que ainda estão acostumados com o modelo puramente numérico usado há décadas. Entenda a partir de quando a mudança valerá, quem será afetado e por que ela se tornou necessária.

O que muda no novo CNPJ

A Receita Federal começará a emitir, a partir de 31 de julho, o novo CNPJ em formato alfanumérico, conforme anunciado pelo órgão. A principal mudança é que os novos cadastros poderão combinar letras e números, mantendo o total de 14 caracteres, ou seja, a estrutura básica do documento permanece a mesma em termos de tamanho, mudando apenas a composição dos caracteres permitidos. Agência Brasil

É importante destacar que a alteração não afeta quem já possui CNPJ ativo. A mudança vale apenas para novos registros, e empresas que já têm CNPJ não terão o número alterado nem precisarão fazer qualquer atualização cadastral por causa da mudança. Esse ponto tende a tranquilizar a maior parte dos empresários brasileiros, já que evita custos extras com atualização de contratos, notas fiscais e sistemas internos vinculados ao número atual.

Por que a Receita decidiu mudar o modelo

Segundo a Receita Federal, a adoção do novo modelo, anunciado em outubro de 2024, é necessária para ampliar a quantidade de combinações disponíveis e garantir a continuidade da emissão de CNPJ nos próximos anos. O motivo é essencialmente matemático: o Brasil vem registrando um volume crescente de aberturas de empresas e microempreendedores individuais, e o modelo apenas numérico, mesmo com 14 dígitos, tem um limite de combinações possíveis que, em algum momento, se esgotaria.

Atualmente, todos os CNPJ são formados apenas por números, mas com o novo modelo as inscrições poderão conter letras e números na mesma sequência. Essa mudança de estrutura amplia exponencialmente a quantidade de identificadores únicos disponíveis, permitindo que o sistema de cadastro nacional continue funcionando sem necessidade de criar um novo formato de documento por muitas décadas.

O que empresas e contadores devem observar

Ainda que a mudança não exija ação imediata da maioria dos empresários, sistemas de gestão, plataformas de emissão de nota fiscal e softwares contábeis precisarão se adaptar para reconhecer corretamente o novo padrão alfanumérico a partir de 31 de julho. Empresas que planejam abrir um novo CNPJ próximo a essa data podem, portanto, já esperar receber um número no formato atualizado, o que vale a pena verificar com contadores e desenvolvedores de sistemas internos antes da transição.

Vale lembrar que essa não é a única mudança tributária relevante prevista para 2026. O país já vem passando por um período de adaptação com a reforma tributária do consumo, que trouxe a criação de novos tributos e exige atenção redobrada de quem lida com obrigações fiscais no dia a dia. A chegada do CNPJ alfanumérico se soma a esse cenário de transição, reforçando a importância de acompanhar de perto as comunicações oficiais da Receita Federal nos próximos meses para evitar surpresas na hora de emitir documentos fiscais ou abrir uma nova empresa.

Fonte: Agência Brasil

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