Advocacia em FocoAdvocacia em Foco
  • Home
  • Notícias
  • Justiça
  • Crimes
  • Brasil
  • Sobre Nós
Leitura: A nova desigualdade brasileira não é social — é tributária
Compartilhar
Redimensionador de fonteAa
Redimensionador de fonteAa
Advocacia em FocoAdvocacia em Foco
  • Home
  • Notícias
  • Justiça
  • Crimes
  • Brasil
  • Sobre Nós
Search
  • Home
  • Notícias
  • Justiça
  • Crimes
  • Brasil
  • Sobre Nós
Siga-nos
Advocacia em Foco > Blog > notícias > A nova desigualdade brasileira não é social — é tributária
notícias

A nova desigualdade brasileira não é social — é tributária

27 de abril de 2026
Compartilhar
Victor Maciel
Victor Maciel
Compartilhar

Por Victor Maciel, advogado tributarista e sócio fundador do Victor Maciel Advogados

O Brasil discute desigualdade há décadas. Fala-se em renda, acesso, educação, mobilidade social. Tudo isso é legítimo — e necessário. Mas há uma dimensão menos visível, silenciosa e profundamente determinante que permanece fora do centro do debate: a desigualdade tributária.

No país, não paga mais imposto quem ganha mais. Paga mais quem entende menos o sistema.

Essa constatação não é retórica. É estrutural. Empresas com faturamento semelhante, operando no mesmo setor, podem apresentar resultados líquidos completamente distintos. A diferença, muitas vezes, não está na eficiência, na gestão ou na competitividade, mas na forma como cada uma se organiza do ponto de vista tributário.

De um lado, estão empresas que operam dentro de estruturas padronizadas, com baixa capacidade de planejamento e alta carga efetiva. De outro, organizações que tratam a tributação como elemento estratégico — estruturando holdings, reorganizando operações, aproveitando créditos, benefícios e mecanismos legais que reduzem ou postergam a incidência fiscal.

Não se trata de ilegalidade. Trata-se de conhecimento aplicado.

O problema, portanto, não é apenas a carga tributária elevada — que, por si só, já é um entrave. O problema é a assimetria de acesso às ferramentas que permitem administrá-la de forma eficiente.

Essa lógica cria uma distorção silenciosa: o sistema não penaliza necessariamente quem ganha mais, mas quem está menos preparado para lidar com ele. E, nesse sentido, a desigualdade tributária se torna ainda mais perversa, porque não é visível, não é facilmente mensurável e tampouco mobiliza debate público.

Com a reforma tributária em curso, o discurso dominante é o da simplificação. De fato, há avanços importantes na tentativa de tornar o sistema mais racional e transparente. Mas simplificar não significa, necessariamente, equalizar.

A complexidade não desaparece — ela se transforma.

Se antes estava concentrada na escolha de regimes e na fragmentação de tributos, tende agora a migrar para outras dimensões: a estruturação societária, a organização da cadeia produtiva, a gestão de créditos e a inteligência fiscal aplicada ao negócio.

Em outras palavras, o sistema pode se tornar mais simples na forma, mas continuará exigindo sofisticação na estratégia.

E é exatamente nesse ponto que a desigualdade tributária tende a se aprofundar.

Empresas que incorporam o planejamento tributário como parte central da sua governança continuarão operando com vantagem competitiva relevante. Já aquelas que tratam o tema como uma obrigação acessória seguirão expostas a uma carga muitas vezes superior ao necessário — não por imposição legal, mas por ausência de estrutura.

Isso revela uma mudança importante no ambiente empresarial brasileiro: o diferencial competitivo não está mais apenas no produto, no mercado ou na capacidade de execução. Está, também, na forma como a empresa se posiciona juridicamente dentro do sistema.

A desigualdade tributária não gera manchetes. Não provoca comoção social. Não aparece nos indicadores tradicionais. Mas ela existe — e cresce de maneira silenciosa, técnica e altamente seletiva.

E, ao contrário do que se costuma pensar, ela não separa apenas ricos e pobres.

Ela separa, sobretudo, os que compreendem o sistema daqueles que pagam por não compreendê-lo.

Compartilhar este artigo
Facebook LinkedIn E-mail Imprimir
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, sob céu azul.
CNJ prepara novas regras e sistemas para ampliar a transparência dos precatórios
Justiça
Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues
Rastreamento mamográfico no SUS entra em nova fase
notícias
Pessoas embarcam em um ônibus urbano no Rio de Janeiro, em uma fotografia em preto e branco.
TSE cobra informações sobre ônibus gratuitos nas eleições de 4 de outubro
Justiça
Vista exterior de um edifício histórico de tribunal em Luxemburgo, sob céu nublado.
Maria José Costeira é eleita vice-presidente do Tribunal Geral da União Europeia
notícias
Pessoa segura um documento jurídico ao lado de um laptop durante uma sessão de trabalho.
STJ identifica comando oculto em petição para influenciar inteligência artificial e comunica OAB e MPF
Justiça
Mulher analisa documentos jurídicos em um escritório, diante de livros e bandeiras institucionais.
CNJ determina cancelamento de 14 precatórios do TRF-1 e devolução de R$ 1,87 bilhão
Justiça

O Adv em Foco é um portal dedicado a trazer notícias atualizadas sobre o Brasil e o universo jurídico, conectando você às principais informações que impactam a sociedade e o direito.

Brasil e União Europeia criam maior área de fluxo seguro de dados do mundo: o que muda para empresas, consumidores e a economia digital
notícias
Siga-nos
© 2024 Advocacia em Foco - [email protected] tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
  • FALE CONOSCO
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?