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Advocacia em Foco > Blog > Brasil > Russomanno é acusado de calote de R$ 7,2 milhões
Brasil

Russomanno é acusado de calote de R$ 7,2 milhões

20 de outubro de 2020
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Cristina Mosolf
Cristina Mosolf
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O deputado Celso Russomanno, candidato a prefeito de São Paulo, teve as contas bancárias bloqueadas em quatro bancos, um prédio penhorado e seus carros incluídos em um cadastro de restrição judicial para comercialização — resultado de uma ação de cobrança que tramita na Justiça. O parlamentar é acusado de dar calote em uma empresa que alugou para ele um prédio onde funcionou o Bar do Alemão, em Brasília. Russomanno era sócio e administrador do estabelecimento.

O advogado André da Mata, que representa a empresa locadora, diz que o deputado ficou de fevereiro de 2015 a agosto de 2016 ocupando o prédio sem pagar aluguel. A dívida corrigida, segundo ele, ultrapassa 7,2 milhões de reais. Segundo o advogado, a Justiça determinou que Russomanno pagasse a dívida em agosto de 2016, mas ele não pagou.

O Bar do Alemão foi inaugurado em 2013, em um local privilegiado, a menos de 2 quilômetros do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República. Russomanno abriu o estabelecimento em sociedade com uma empresa de Augusto Mendonça Neto, do Grupo Toyo Setal, que mais tarde ficaria conhecido ao confessar à Operação Lava-Jato ter repassado 60 milhões de reais em propina ao PT.

Russomanno teve as contas bloqueadas quando a dívida ainda estava em 2,3 milhões de reais. Na época, a Justiça encontrou nas quatro contas dele um saldo de apenas 1,6 mil reais. Em sua defesa, o deputado argumentou que a assinatura no contrato de locação não é sua. “A assinatura do Russomanno foi reconhecida  em cartório”, diz o advogado. “Infelizmente, ele prega uma coisa na televisão e faz outra nos negócios”. Procurado por VEJA, o candidato não se pronunciou.

O advogado do candidato, Arthur Rollo, enviou nota, nesta quarta-feira, na qual explica que Russomanno pediu “compensação de valores”, já que os móveis, máquinas e benfeitorias continuam no imóvel e foram dados em pagamento da dívida. “No entender da empresa locadora são devidos cerca de R$ 7 milhões”, diz a nota. “Os equipamentos, máquinas e móveis que ficaram no imóvel superam o valor dessa suposta dívida. Vale dizer, está tudo pago”, diz a nota de Arthur Rollo. Segundo ele, Russomanno tinha participação de 30% no bar.

O advogado André da Mata, no entanto, diz que os móveis, máquinas e benfeitorias que ficaram no local não cobrem nem parte da dívida do deputado.

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