Participar de licitações públicas exige muito mais do que acompanhar editais e apresentar propostas dentro do prazo, expõe o empresário Eduardo Campos Sigilao. Com a consolidação da Lei nº 14.133/2021, as exigências de planejamento, conformidade e gestão contratual se tornaram ainda mais relevantes, impactando diretamente a forma como as empresas devem se organizar internamente.
Para quem busca resultados consistentes nesse ambiente, a preparação interna é um dos principais fatores de sucesso. Saiba mais de como funciona esse planejamento no artigo a seguir!
Estrutura organizacional e definição de responsabilidades
Um dos primeiros passos para atuar de forma profissional em licitações é definir claramente quem são os responsáveis por cada etapa do processo. Áreas jurídica, administrativa, financeira e técnica precisam atuar de forma integrada, evitando falhas de comunicação que podem resultar em perda de prazos, envio de documentos incompletos ou propostas desalinhadas ao edital.
A Lei 14.133 reforça a importância do planejamento e da rastreabilidade das decisões, o que exige das empresas registros organizados e fluxos de trabalho bem definidos. Eduardo Campos Sigilao sugere que a criação de rotinas internas e a padronização de procedimentos reduzem significativamente a ocorrência de erros e aumentam a capacidade de resposta diante de exigências da Administração Pública.
Gestão documental permanente, não apenas por edital
Outro ponto crítico é a gestão contínua da documentação de habilitação, isso porque, como informa Eduardo Campos Sigilao, muitas empresas concentram esforços apenas quando surge uma oportunidade de licitação, o que aumenta o risco de apresentar certidões vencidas, contratos sociais desatualizados ou atestados técnicos incompatíveis com o objeto licitado.
Manter um banco de documentos atualizado, com prazos de validade monitorados e versões consolidadas, permite que a empresa atue com agilidade e segurança. O empresário reforça que essa prática não apenas reduz o risco de inabilitação, como também otimiza o tempo das equipes, que podem focar na estratégia da proposta e na análise do edital.

Compliance e integridade como exigência do mercado público
A governança e os programas de integridade ganharam espaço relevante nas contratações públicas, especialmente em contratos de maior vulto. A Lei 14.133 prevê a exigência de programas de integridade em determinadas situações, reforçando a necessidade de políticas internas voltadas à ética, à transparência e à prevenção de irregularidades.
Para as empresas, isso significa revisar práticas internas, capacitar colaboradores e estabelecer canais de controle e monitoramento. O empresário Eduardo Campos Sigilao atua orientando empresas na adequação de seus processos às exigências de compliance, alinhando a estrutura corporativa às expectativas do setor público e reduzindo riscos reputacionais e legais.
Gestão eficiente da execução contratual
Após a assinatura do contrato, inicia-se uma fase igualmente sensível: a execução. Cumprimento de cronogramas, entrega conforme especificações, controle de aditivos e registro formal de intercorrências são aspectos que precisam ser acompanhados de perto, destaca Eduardo Campos Sigilao.
Falhas na execução podem resultar em advertências, multas, rescisões e até impedimentos para contratar com o poder público. Por isso, a gestão contratual deve ser encarada como parte estratégica do negócio. Empresas que investem em processos de acompanhamento e controle têm maior previsibilidade financeira e menor exposição a sanções administrativas.
Capacitação contínua das equipes envolvidas
As regras de licitações e contratos públicos passam por atualizações frequentes, além de serem interpretadas por tribunais de contas e órgãos de controle. Assim, manter as equipes atualizadas é uma necessidade permanente.
Treinamentos, acompanhamento de publicações técnicas e atualização sobre entendimentos jurisprudenciais ajudam a empresa a se manter competitiva e em conformidade com a legislação. Eduardo Campos Sigilao ressalta que a capacitação não deve ser pontual, mas parte de uma política contínua de desenvolvimento profissional, especialmente para colaboradores diretamente envolvidos em processos licitatórios.
Organização interna como estratégia de crescimento
Atuar no mercado de contratações públicas exige planejamento, disciplina e domínio das regras legais. A nova Lei de Licitações elevou o nível de exigência, tornando a organização interna das empresas um fator decisivo para o sucesso.
Com experiência consolidada em licitações e contratos administrativos, o empresário Eduardo Campos Sigilao resume e considera que empresas que estruturam seus processos, investem em compliance e capacitam suas equipes não apenas reduzem riscos, mas constroem bases sólidas para crescer de forma sustentável no setor público.
Autor: Charles Moore

