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domingo, abril 18, 2021
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TCU decide investigar compra de picanha e cerveja pelas Forças Armadas

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu abrir investigação para apurar possíveis irregularidades na compra de alimentos pelas Forças Armadas. A representação, feita em 11 de fevereiro, é de autoria do deputado Elias Vaz (PSB-GO). Entre os itens comprados pelos militares estão cerveja, picanha e carvão vegetal, usado para churrasco.

Eis a íntegra do documento.

O processo vai catalisar outras 5 ações que tratam do tema que hoje tramitam no TCU e que envolvem questionamentos a respeito da compra de itens alimentícios pelo governo federal.

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Compras

De acordo com levantamento feito pelo gabinete do deputado Elias Vaz, agora reconhecido pelo TCU, dentre os pregões já homologados, considerando Exército e Marinha, foram adquiridas 80.016 latas e garrafas de cerveja, inclusive de marcas como Heineken, Stella Artois e Eisenbahn, além de Bohemia, Antarctica, Skol Beats e Puro Malte.

A latinha da Bohemia, por exemplo, saiu a R$ 4,33. De acordo com o deputado, a distância entre esse valor e o preço para o consumidor comum nas lojas e supermercados é grande. Ele pontua que, na pesquisa realizada pela sua equipe, o preço médio encontrado em supermercados foi de R$ 2,59 –diferença de 67%.

Já a garrafa de Bohemia de 600 ml foi orçada em R$ 7,29, e foi encontrada à venda a R$ 5,79 –diferença de 25,9%. Outro exemplo é a lata de Skol Puro Malte, com valor no processo de R$ 4, enquanto no varejo é vendida a R$ 2,49, indicando superfaturamento de 48,6%. O governo também está comprando Stella Artois de 550 ml por R$ 9,05, mais caro que os R$ 6,99 do supermercado. A diferença é de 29,4%.

Foram identificados processos para compra de 1.375.041 quilos de carvão vegetal para as Forças Armadas e 714,7 mil quilos de picanha para os Comandos do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, para a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e para o Departamento de Administração Interna do Ministério da Defesa.

O preço do quilo da picanha foi de R$ 84,14 num processo para compra de 13.670 quilos no Pregão Eletrônico n° 37/2019, concluído em 29 de janeiro de 2020 e conduzido pela Diretoria de Abastecimento da Marinha.

O Ministério da Defesa foi procurado, mas não se manifestou a respeito do tema até a publicação desta reportagem.

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