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segunda-feira, junho 21, 2021
Início Justiça STF retoma na próxima semana inquérito sobre suposta interferência na PF

STF retoma na próxima semana inquérito sobre suposta interferência na PF

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar, na próxima 4ª feira (24.fev.2021), como será o depoimento de Jair Bolsonaro no inquérito sobre a suposta interferência política do presidente na Polícia Federal.

A investigação foi aberta pelo ministro aposentado Celso de Mello depois que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro acusou indiretamente Bolsonaro de ter cometido crimes de responsabilidade e de falsidade ideológica.

“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligência, seja o diretor, seja superintendente… E, realmente, não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, disse o ex-juiz, no Palácio da Justiça, em pronunciamento a respeito de sua demissão.

Bolsonaro nega que tenha se interferido na PF.

SAI CELSO, ENTRA MORAES

Jair Bolsonaro já havia informado que não pretende prestar depoimento no caso. O governo pediu autorização para o presidente defender-se por escrito, em vez da modalidade presencial, como havia determinado Celso de Mello.

Com a aposentadoria de Celso, o ministro Alexandre de Moraes assumiu o processo, e negou o pedido de Bolsonaro. Disse que o devido processo legal obriga o Supremo a decidir 1º quando seria o depoimento de Bolsonaro. O presidente teve o direito de marcar a data, mas limitou-se a dizer que não irá depor.

Se for decidido que Bolsonaro deve depor por escrito, o presidente pode novamente negar. Mas será constrangido a receber a lista de perguntas da PF –que podem incluir, segundo decisão do relator anterior do caso, questionamentos enviados pelos advogados de Sergio Moro. As perguntas serão, obviamente, divulgadas para a mídia.

A decisão de Moraes também causou incômodo no presidente do STF. O ministro Luiz Fux tem pressa em encerrar o assunto o quanto antes.

O chefe do Poder Judiciário pediu reservadamente aos colegas que o caso fosse encerrado o quanto antes, para que ele, Fux, pudesse começar a reconstruir a relação com o governo Bolsonaro.

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