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quinta-feira, abril 15, 2021
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Colunista da Folha diz apoiar golpe com generais forçando queda de Bolsonaro

O colunista Hélio Schwartsman, do jornal Folha de S.Paulo, defendeu um golpe de Estado em que militares de alta patente pressionassem Jair Bolsonaro a renunciar, para que assumisse o vice-presidente, Hamilton Mourão. O texto (para assinantes) foi publicado na versão impressa do jornal nesta 6ª feira (2.abr).

Schwartsman diz ser contra um golpe com militares e tanques nas ruas. Mas acha que uma hipótese mais reservada seria aceitável.

Ele escreve: “Admitamos, porém, para os propósitos desta coluna, que seja mesmo um golpe, já que idealmente militares não se metem com política. Você o aplaudiria ou vaiaria? […] Não sei quanto a você, mas eu, em nenhuma hipótese, derramaria uma lágrima por Bolsonaro“.

Versão on-line da coluna do articulista Hélio Schwartsman

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Hélio também já defendeu a morte do Bolsonaro. Em artigo publicado em 7.jul.2020 com o título “Por que torço para que Bolsonaro morra“, Schwartsman diz que a morte do presidente significaria que o Brasil não teria mais 1 mandatário minimizando a pandemia.

“Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal. […] Embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão tão amarrados pela moral tradicional”, escreveu o jornalista.

O então ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, determinou no mesmo dia que a Polícia Federal investigasse o colunista. A investigação foi aberta com base na Lei de Segurança Nacional. O inquérito foi suspenso em 25.ago.2020 pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jorge Mussi. A decisão vale até que o habeas corpus do jornalista seja analisado, o que ainda não tem data para ocorrer.

Schwartsman é o 2º articulista da Folha a defender um golpe de Estado para retirar Jair Bolsonaro do Planalto. No último fim de semana, o jornalista Mario Sergio Conti também escreveu uma coluna para o jornal paulista defendendo um golpe militar contra o presidente da República.

A Folha e muitos jornais brasileiros defenderam o golpe de Estado de 31 de março de 1964.

No caso da Folha, durante muitos anos a direção do jornal proibia seus jornalistas de se referirem à queda do presidente João Goulart como “golpe“. Tampouco era permitido escrever “ditadura militar” para o período de 1964 a 1985. O jornal só usava “regime militar“. Isso hoje já foi alterado e é permitido escrever golpe e ditadura militar.

O jornal também chegou a chamar a ditadura brasileira de “ditabranda“, em editorial (para assinantes) de 17 de fevereiro de 2009. No mês seguinte, o jornal reconheceu em novo texto (para assinantes) que errou ao minimizar a ditadura militar do Brasil e de outros países da América Latina.

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