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domingo, junho 20, 2021
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Barroso: Voto impresso é “dificuldade” para resolver “problema que não existe”

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou na noite desta 4ª feira (26.mai.2021) que a implantação do voto impresso seria criar uma “dificuldade” para resolver um “problema que não existe“. A fala foi durante uma live promovida pelo perfil do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Felipe Santa Cruz no Instagram.

Eu tenho todo o respeito e consideração pelos membros do Congresso e acho que o Congresso tem todo o direito de debater o voto impresso. Agora, existem muitos problemas, sim, associados à implantação do voto impresso“, disse Barroso. “Estamos criando uma dificuldade para atender a um problema que não existe”.

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O ministro afirmou que existem potenciais dificuldades orçamentárias e jurídicas relacionadas ao voto impresso e disse que a proposta custaria cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos, valor correspondente à aquisição de 500 mil máquinas impressoras para as urnas. Argumentou que o STF (Supremo Tribunal Federal) apontou, em dois julgamentos, o risco de violação ao sigilo do voto.

Barroso ainda relembrou o episódio em que o TSE testou a impressão de comprovantes nas eleições de 2002. Na ocasião, a Corte Eleitoral buscou verificar se, na prática, a medida era viável. O voto impresso havia sido sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Foi um transtorno. Aumentaram as filas, aumentaram os votos brancos e nulos, e as impressoras emperraram“, disse.  A exigência de comprovante foi derrubado no ano seguinte pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva após recomendação da Corte Eleitoral.

O presidente do TSE também disse temer que, se aprovado o voto impresso, os resultados da urna sejam judicializados. Outro ponto de preocupação seria a guarda dos comprovantes. “Se tiver o voto impresso, vamos ter que cuidar da guarda de 113 milhões de votos“, disse Barroso.

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